segunda-feira, 25 de abril de 2011

Impostura

Na fonte tenho a verdade
Mas de que ela serve com tanta vaidade?
É credo que sinto...
Para reinventar este romance é preciso água, é preciso terra.
Sem descrer de tudo.
Não tenho o tempo que prioriza meu humor.
Não vivo a vida que de mim foi tirada de meu proprio ventre.
Ou seria essa a vida a mim destinada depois de tanto sofrimento?
A quem devo recorrer, onde posso cobrar? como faço para pagar?
Não existe nada além do mundo daquele umbigo.
Não existe crença que me sustente a esse amor pela vida.
Qual é a vida que vivo agora?
A quem servir se não há compreensão pelo meu ser?
Cem pais e filhos
O que sobra além do sopro?
O amor não me parecia nocivo nos contos de minha infancia.
Então o que une é pecado habitual?
O peso da impostura vai reinar.
Cem música, sem som.